CSP: Coreana Posco Engenharia dá calote de R$ 644 milhões no Ceará
Posco Engenharia, responsável pela construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), teria deixado ainda um déficit de R$ 200 milhões em tributos por meio de uma empresa da qual era sócia, mas negava vínculo.

A operação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) pela Posco Engenharia e Construção do Brasil, foi iniciada entre 2013 a 2016. A empresa retornou para a Coreia do Sul na calada da noite, sem qualquer aviso prévio aos funcionários e fornecedores, deixando o débito e, como não pode mais ser localizada, a situação ficou paralisada, e a dívida milionária segue pendente.
Há relatos que a empresa embarcou até equipamentos locados que não eram de sua propriedade, o que caracteriza furto. De acordo com o processo de falência em curso na 3ª Vara Empresarial, de Recuperação de Empresas e de Falências da Comarca de Fortaleza/CE, a dívida total declarada é de R$ 644.397.918,50, distribuída entre os seguintes credores:
- R$ 573.526.176,94 para questões trabalhistas;
- R$ 33.780.412,61 para questões tributárias;
- R$ 10.487.046,44 para empresas;
- R$ 26.604.282,52 para subordinados.
Já os ativos declarados pela Posco Engenharia e Construção do Brasil somam R$ 47 milhões, mas apenas R$ 11 mil estão disponíveis para o pagamento de dívidas em até 12 meses, classificados como ativos circulantes segundo o processo. Entre os ativos não circulantes, cerca de R$ 45 milhões estão categorizados como Depósito Judicial, o que significa que o valor que pode ou não ser revertido para a Posco ao final das ações às quais a quantia está relacionada.
Em 2019, a Posco Engenharia e Construção do Brasil foi denunciada pelo Ministério Público Federal no Ceará por evasão de divisas e associação criminosa, que consistia em uso de empresas como fachada para desvio de recursos na construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).