Notas falsas; PF deflagra operação contra esquema de desvio de verba parlamentar no PL
Agentes apreenderam cerca de R$ 430 mil em dinheiro vivo com Sóstenes, bolsonarista líder do PL na Câmara. Assessores dos dois parlamentares, entre eles Carlos Jorgy, também são alvos dos mandados.

Conforme as investigações, “agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, disse a PF, em nota. A ação, batizada de Operação Galho Fraco, é um desdobramento de outra operação realizada em dezembro de 2024. São apurados os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os alvos de busca e apreensão são os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ).
Os parlamentares do PL tiveram os celulares apreendidos durante a operação. Também foi apreendida grande quantidade de dinheiro em espécie, sendo R$ 430 mil com Sóstenes, em seu quarto de hotel. Na operação de 2024, os assessores dos deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante já haviam sido alvos da operação Rent a Car, da Polícia Federal, que investigava uso de recursos de cotas parlamentares para pagamentos irregulares. Segundo a PF, os investigados utilizaram empresa de locação de veículos para simular contratos de prestação de serviços.
A cota parlamentar é uma verba mensal paga com recursos públicos a deputados e senadores para custear gastos relacionados ao exercício do mandato, como passagens aéreas, hospedagem, alimentação, manutenção de escritório e contratação de serviços de consultoria. Esse valor é adicional ao salário dos parlamentares. No ano de 2025, as cotas parlamentares variaram entre R$ 30 mil e mais de R$ 45 mil mensais para cada um dos 513 deputados federais. O valor é estipulado a partir da unidade da Federação de cada parlamentar. No caso da bancada do Rio de Janeiro, o teto é de R$ 41.553.